A Nasa divulgou uma imagem da Terra com a mais alta resolução já obtida até hoje. Com 8000 por 8000 pixels, a foto é formada por muitas outras imagens geradas pelas lentes do satélite de observação Suomi NPP.

A imagem mostra a Terra no último dia 4 de janeiro e destaca a América do Norte e América Central. A Nasa batizou a foto de Blue Marble 2012. O nome é referência à célebre imagem tirada em 1972 pela missão Apollo 17, chamada Blue Marble (Mármore azul ou bola de gude azul), que pode ser vista no site da Nasa.

Blue Marble original retrata o continente africano e a Península Arábica. A foto foi capa de inúmeros jornais e revistas e é muito famosa ainda hoje, enfeitando, por exemplo, o plano de fundo de produtos da Apple, como iPhones e iPads.

O Suomi NPP monitora o nosso planeta e tem como principal objetivo ajudar a entender as mudanças climáticas na Terra.

Blue Marble 2012, em alta resolução, também pode ser vista no site da Nasa.

Fotos do Sol em Tempo Real

Publicado: 24 24UTC janeiro 24UTC 2012 em Astronomia
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A missão SOHO , Observatório Solar e Heliosférico, é um projeto de colaboração internacional entre a ESA e a NASA para estudar o Sol do seu núcleo profundo para a corona externa e o vento solar.

No site da missão estão disponíveis fotos diárias em vários comprimentos de onda do sol, como esta que está neste post. Elas podem ser acessadas neste link – http://sohowww.nascom.nasa.gov/data/realtime-images.html

Dica: clicando no link abaixo das imagens principais onde diz: “More 512×512″ é possível ver uma sequência de imagens cronológicas do comportamento do sol.

Música no cinema: Um acorde para cada sentimento

Publicado: 3 03UTC janeiro 03UTC 2012 em Cérebro
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Segue abaixo artigo publicado no site Diário da Saúde sobre a influência de cada elemento da música para nossa percepção de uma mensagem audiovisual fílmica. Pensando na educação em nossas escolas, não seria uma ferramenta educacional efetiva a utilização de audiovisuais produzidos buscando efeitos específicos para a aprendizagem dos diversos conceitos científicos?!

Música no cinema

Desde que começou a fazer parte das pesquisas da área de cinema, a música deixou de ser pensada como um simples acessório da produção cinematográfica.

Vários estudos mostram que, quando aplicada no contexto da construção audiovisual, a música passa a agregar valor à narrativa da imagem.

No que diz respeito a cenas de amor, este gênero artístico tornou-se elemento indispensável.

Porém, para compreender a convivência entre música e imagem é preciso uma análise refinada, como as que se apresentam na pesquisa do professor César Henrique Rocha Franco, da Unicamp.

Músicas de amor

A partir da análise pormenorizada de partituras, a pesquisa aponta aspectos da construção musical que contribuem na arquitetura audiovisual de cenas românticas.

As time goes by, do filme Casablanca (1942); Moon River, de Bonequinha de Luxo (1961); e Love Theme, da ficção Blade Runner (1982), estão entre as peças estudadas por Franco.

O pesquisador investigou os procedimentos composicionais utilizados nesses e em outros temas. O estudo contém um exame detalhado das convenções musicais do gênero fílmico melodrama romântico, observando minuciosamente as características musicais.

Além de aprimorar o estudo de significados estabelecidos em convenções melódicas abordadas em outros estudos, como o livro The Language of Music, de Deryck Cooke, o trabalho inaugura uma nova fase na área de pesquisa em música aplicada à dramaturgia e à produção audiovisual, por fundamentar os resultados em aspectos da teoria musical, analisando todas as unidades musicais presentes nas partituras dos temas de produções melodramáticas ou não.

O orientador do trabalho, professor Claudiney Carrasco, disse desconhecer outra pesquisa brasileira dedicada à abordagem analítica de temas de amor no cinema. Ele afirma que, até o momento, vários estudos investiram na análise de texto, mas não se tem conhecimento de outro trabalho dedicado à análise usando referencial e recursos musicais para observar e tentar compreender como se dá a construção do sentido audiovisual. "César consegue avançar na pesquisa sobre a construção do sentido por meio da música no contexto audiovisual", reforça.

Melodias do sentimento

O pesquisador mostra que a escolha da música vai, de fato, muito além daquilo que o ouvido parece pedir: uma tonalidade menor para a tristeza, uma tonalidade maior para a alegria, um andamento mais rápido ou mais lento para determinadas ações, um acorde apropriado para cada sentimento.

Esta seria uma análise mais simplista, segundo Carrasco, mas Franco mostra que era preciso observar todas as unidades musicais. "Trata-se de pesquisa fina, em que cada unidade musical deve ser observada para não cair numa análise simplista", acrescenta Carrasco.

De acordo com Franco, os elementos musicais observados durante a pesquisa são capazes de representar emoções e sentimentos diversos vividos pelos personagens.

Ao estudar as unidades musicais presentes na partitura de As time goes by, por exemplo, ele observa que há uma concordância entre o perfil melódico não só com a cena, mas com a situação vivida pelos personagens da história do filme Casablanca. Os movimentos ascendentes ou descendentes vão ajudando a compor as cenas e até a modificar a história de amor entre os personagens Rick e Ilsa.

Enquanto o primeiro movimento representa a alegria do reencontro, o segundo acompanha o forte teor passional em que o casal se separa e, segundo Franco, "se não é a exata expressão de uma alegria passiva, também não é a de dor profunda, mas de resignação, de aceitação reconfortante".

As time goes by, segundo ele, é um exemplo de adequação da música à cena de amor. Ele explica que depois de analisar as características da estrutura musical desta canção e a exploração dela na narrativa do filme Casablanca, seja na sua forma original, ou com tratamento orquestral dado pelo compositor Max Steiner (1888-1971), é possível reafirmar a ênfase dada por ela ao sentido emotivo das cenas que integra.

Ainda tomando como exemplo As time goes by, Franco afirma que algumas convenções musicais do melodrama coincidem com certas características desta canção. Uma delas é a execução do piano com a voz. Outra convenção diz respeito às harmonias que incorporam notas "estranhas" à formação triádica (três sons) dos acordes. A música está presente em todos os momentos da relação do casal, marcada por ressentimentos, tristeza e a repressão dos sentimentos (especialmente por parte de Rick).

Música e letra

Segundo a análise de Franco, as manipulações realizadas posteriormente na trilha musical do filme, por Steiner, transformam a canção em vários aspectos, incorporando outros elementos do paradigma do melodrama, como a orquestração fazendo amplo uso das cordas, com a melodia executada nos violinos. A música consegue mudar a emoção das cenas. O pesquisador fez uma análise criteriosa comparando aspectos melódicos e rítmicos da canção.

Por se tratar de uma canção, Franco também se preocupou em analisar a interação entre a fraseologia musical e a letra, o que tornou mais evidente a importância da música na narrativa. Ele observa que, assim como as idas e vindas da letra, os motivos A e B (divididos assim para aprimorar a análise) mostram um contraste melódico, marcado por movimento de impulso e retenção. "Podemos inferir que a letra da canção também se caracteriza pela mescla, ou alternância de impulso (emocional) e retenção, de diálogo e narração, de expressão pessoal e comentário", explica Franco.

Na letra, o impulso e a retenção são marcados por momentos de paixão e de interrupção da paixão e Steiner acentua essas emoções com seu arranjo.

De acordo com Franco, as unidades musicais se repetem em diferentes partituras, mesmo que as produções não tenham o mesmo gênero fílmico ou apresentem desdobramentos contrários. Por exemplo, o movimento ascendente encontrado em Casablanca, usado geralmente para expressar ou representar um sentimento de visível, ativa e assertiva emoção de alegria, está presente em cenas de Em algum lugar do passado, Laura, Casablanca, Bonequinha de Luxo, Moscou contra 007 eBlade Runner.

Enquanto no filme Em algum lugar do passado, por exemplo, esse movimento ilustra um reencontro amoroso no além-vida, em Casablanca, ele acompanha a alegria momentânea de um reencontro interrompido pela separação ao final da história. Bonequinha de Luxo, Moscou contra 007 e Blade Runner  trazem este movimento em cenas em que a alegria é expressa pelo encontro amoroso que ocorre no desfecho de cada filme, ainda que os gêneros sejam distintos.

Amor proibido

Apesar de focar a produção melodramática, entre as 16 cenas analisadas Franco incluiu títulos da ficção científica em que em algum momento a história de amor se apresenta como conteúdo importante. É o caso de Blade Runner, em que Love Theme, música romântica inserida numa linguagem popular, acompanha a relação amorosa que é relevante para a continuidade da narrativa, pois toda a trajetória do personagem principal, o caçador de androides Rick Deckard, muda por causa de Rachel, mulher por quem se apaixona.

Já em Bonequinha de Luxo, tema de Moon River, acompanha tanto a personagem principal, Holly Golightly, quanto a cena de amor. Em Star Wars, o romance também não é o foco principal, mas o amor proibido entre o jedi Anakin e a princesa Padmé traz consequências marcantes no desenrolar da saga. Nesses momentos de afeto, o tema de amor ganha força nas produções, modificando o significado da história.

De acordo com Franco, a atribuição de significados extramusicais a determinado elemento musical, seja ele melódico, harmônico, tímbrico, é amplamente discutida entre estudiosos da área. No que diz respeito à música fílmica, ele afirma que as cenas de amor analisadas comprovam a sintonia entre imagem e música, cumprindo o significado desejado.

Outras produções importantes para a pesquisa de Franco foram Branca de neve e os sete anões (1937), Laura (1944), Vertigo (1958), Moscou contra 007 (1963), Dr. Jivago (1965), Romeu e Julieta (1968), Os girassóis da Rússia (1970), Love Story (1970), The Summer of 42 (1971), O poderoso chefão (1972), Em algum lugar do passado (1980), Cinema Paradiso (1988), e Star Wars II: Atack of clones(2002).

Fonte: www.diariodasaude.com.br

Sugestão de Site: Manual do Mundo

Publicado: 29 29UTC dezembro 29UTC 2011 em Educação, Física
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Andando por aí encontrei na web um site interessante, muito útil pra gurizada que quer fazer arte ou para os profes de ciências que querem inventar algo novo, legal e motivador para as aulas. Existem muitos vídeos com diversos experimentos.

O link do site http://www.manualdomundo.com.br/

Pólos magnéticos da Terra mudam o tempo todo - geologicamente falando

A inversão do campo magnético da Terra é um fenômeno contínuo, e que não produziu catástrofes sobre a vida no planeta no passado.[Imagem: Peter Reid]

Aceleração da reversão

Os pólos magnéticos da Terra invertem-se o tempo todo – geologicamente falando.

Se você voltasse no tempo cerca de 800.000 anos, e levasse consigo uma bússola, descobriria que a ponta da agulha apontaria para o que hoje chamamos de sul.

Os geólogos sabem há muito tempo que os pólos magnéticos da Terra se invertem ao longo das eras.

O que eles não sabiam é que a inversão dos pólos é mais a regra do que a exceção, e que ela vem se acelerando.

No tempo dos dinossauros, os registros fósseis indicam que havia uma reversão dos pólos magnéticos a cada 1 milhão de anos. Nos tempos mais recentes, essa reversão tem ocorrido a cada 200.000 a 300.000 anos.

Por outro lado, já se passou mais do que o dobro desse tempo – 780.000 anos – desde a última reversão, sem que se saiba a razão para isso.

Inversão magnética contínua

Um grupo de cientistas da NASA agora descobriu também que o fenômeno da inversão nada tem de suave ou de rápido.

Ela ocorre ao longo de centenas ou milhares de anos.

Durante esse período, os campos magnéticos parecem se misturar, puxar e empurrar uns aos outros, com múltiplos “pólos” emergindo aqui e ali, nas mais diversas latitudes, até que a situação se equilibre novamente.

Pólos magnéticos da Terra mudam o tempo todo - geologicamente falando

Diagrama do interior da Terra e o movimento do norte magnético de 1900 a 1996. [Imagem: Dixon Rohr]

O pólo magnético da Terra está-se deslocando continuamente. Ele já se moveu 1.100 quilômetros desde que foi medido com precisão pela primeira vez, no século 19.

Esse deslocamento vem-se acentuando nos últimos anos: os pólos magnéticos estão migrando rumo ao norte geográfico a uma razão de cerca de 65 km por ano, contra cerca de 15 quilômetros por ano no início do século 20.

Sem catástrofes

Os cientistas conhecem o processo analisando a magnetização da lava conforme ela escorre dos vulcões, sobretudo submarinos – conforme a lava se solidifica, ela “grava” a orientação do campo magnético naquele momento.

Felizmente, os registros geológicos não mostram qualquer alteração drástica na vida vegetal ou animal nesses períodos.

Os dados também indicam que a reversão dos pólos magnéticos não guarda qualquer correlação com a atividade glacial.

Isto, segundo os cientistas, é uma prova de que a reversão da polaridade não afeta a inclinação do eixo de rotação da Terra, já que a alteração do eixo tem influências significativas sobre o clima e a glaciação.

Há hipóteses que consideram que a reversão geomagnética deixaria a Terra sem o campo magnético que nos protege das ejeções de massa coronal e das tempestades solares.

Mas os dados indicam que esse campo nunca desapareceu completamente, não gerando nenhuma influência catastrófica sobre a vida do planeta na época de cada inversão.

Fonte: Inovação Tecnológica