Diamantes entrelaçados comunicam-se à distância

Diamantes entrelaçados comunicam-se à distância

Cada cristal de diamante mede 3 milímetros de largura – maior do que os brilhantes de muitos anéis e brincos – e os dois ficaram a uma distância de 15 centímetros um do outro. [Imagem: Science/AAAS]

Entrelaçamento macroscópico

Em mais um experimento que demonstra as leis da mecânica quântica em escala macroscópica, cientistas interconectaram dois cristais de diamantes por meio do entrelaçamento.

entrelaçamento quântico – ou emaranhamento – ocorre quando duas partículas interagem uma com a outra de tal forma que seus estados quânticos se tornam interdependentes.

Isto significa que, mesmo quando eles são distanciados um do outro, o que afetar um deles irá instantaneamente afetar o outro.

Em escala subatômica, esse estranho mecanismo tem sido utilizado para experimentos de criptografia e computação quântica.

Mais recentemente, os cientistas começaram a descobrir formas de fazer com que essa “ação fantasmagórica à distância”, como Einstein chamava o entrelaçamento, possa ser observado em objetos macroscópicos. [Cientistas querem colocar esfera em dois lugares ao mesmo tempo]

Diamantes entrelaçados

Ka Chung Lee e seus colegas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, usaram um complexo aparato de laser, divisores de feixes de luz e detectores para fazer com que os dois cristais de diamante compartilhassem vibrações atômicas chamadas fónons.

Muito parecidos com as ondas sonoras no ar, os fónons são movimentos de conjuntos de átomos, semelhantes a ondas, que ocorrem em todos os sólidos.

Cada cristal de diamante mede 3 milímetros de largura – maior do que os brilhantes de muitos anéis e brincos – e os dois ficaram a uma distância de 15 centímetros um do outro.

Um pulso de laser estimulou as vibrações fonônicas em uma região dos diamantes medindo 0,05 milímetro por 0,25 milímetro – pequena, mas visível a olho nu.

Essa “região quântica” fica em um estado que é desconhecido até que os cientistas fazem sua medição. Como estão entrelaçadas, a medição de uma delas faz a outra “colapsar” imediatamente para o mesmo valor, mesmo separadas e sem nenhum comunicação entre elas.

Os cientistas acreditam que o fenômeno poderá ser explorado em futuras arquiteturas de processamento quântico de informações, criando qubits menores em chips cristalinos.

Fonte: Inovação Tecnológica

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